O Bahia precisa reagir: oito jogos sem vencer é inadmissível
O Bahia precisa reagir: oito jogos sem vencer é inadmissível
Oito jogos sem vencer. Para um clube gigante e de massa como o Esporte Clube Bahia, isso realmente é difícil de aceitar. O torcedor olha para o time e tenta encontrar explicações, mas a sensação é de que o Bahia vive um momento sem identidade, sem padrão definido e sem reação dentro de campo.
Rogério Ceni já está há três temporadas no comando do clube e, sinceramente, ainda não conseguimos enxergar um modelo de jogo sólido e confiável. As mudanças acontecem durante as partidas, mas parecem sempre as mesmas e previsíveis. Sai Everton Ribeiro, entra Rodrigo Nestor ou Michel Araújo. Sai Sanabria, entra Ademir. Sai Erick Pulga, entra Kike Oliveira. Sai Willian José, entra Everaldo. E todos nós torcedores já sabemos exatamente o que vai acontecer. Imagine então os adversários, que estudam o Bahia antes de cada jogo.
A última vitória do Bahia aconteceu ainda em abril, no dia 11, contra o Mirassol, fora de casa, por 2 a 1. Depois disso, o time simplesmente parou. E agora a situação piora ainda mais com a contusão de Luciano Juba, hoje talvez o jogador mais importante e regular do elenco tricolor.
O que vemos dentro de campo é um time sem alegria, sem determinação, sem intensidade e aparentemente sem confiança. Parece que acabou o gás do treinador e também de parte dos jogadores. O Bahia perdeu competitividade. Não demonstra força emocional para reagir quando sofre pressão.
E o torcedor não pode aceitar isso de braços cruzados. Algo precisa ser feito. O Bahia é um clube gigante, bicampeão brasileiro, dono de uma história maravilhosa, clube que enfrentou o Santos de Pelé, arrasta multidões e representa milhões de apaixonados pelo futebol nordestino.
Agora imagine se uma sequência como essa estivesse acontecendo em clubes como Flamengo, Palmeiras ou Corinthians. A pressão seria enorme. Aqui no Bahia também precisa existir cobrança. Estamos vendo falhas individuais constantes: goleiros falhando, zagueiros inseguros, atacantes que não conseguem fazer gols e uma diretoria que até agora parece não tomar atitudes mais firmes para tentar modificar esse cenário.
Outro ponto que revoltou o torcedor foram alguns erros claros de Rogério Ceni durante a temporada. Faltou esquema tático, faltou plano B e sobraram decisões equivocadas. Jogadores sem experiência foram colocados para bater pênaltis decisivos na Libertadores, o que terminou custando uma eliminação dolorosa. Depois disso, o treinador ainda declarou que o Bahia era um time inexperiente para disputar a competição.
Mas então como explicar o Mirassol? Um clube novato, sem estrelas, sem o investimento do Grupo City e sem a estrutura do Bahia, mas que hoje consegue competir e até brilhar. Isso mostra que organização, coragem e trabalho bem executado ainda fazem diferença no futebol.
A parada da Copa do Mundo precisa servir para reflexão. Jogadores não deveriam sequer ser liberados. O momento exige treinamento, ajustes táticos, cobrança e mudança de postura. O Bahia precisa voltar do recesso muito mais preparado para encarar o restante do Campeonato Brasileiro.
O torcedor quer atitude. Quer empenho. Quer responsabilidade. O Bahia é muito maior do que esse momento ruim. Ainda há tempo para reagir, mas isso só acontecerá se todos dentro do clube entenderem o tamanho da camisa que estão vestindo.




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