Os grandes presidentes que marcaram a história do Bahia
Por EQUIPE BROCABAEA
11/06/2026 - 00h10
A história do Esporte Clube Bahia foi construída por jogadores, torcedores e também por dirigentes que tiveram papel fundamental nos momentos mais importantes do clube. Entre eles, três presidentes se destacam por suas contribuições em épocas diferentes: Osório Villas-Boas, Paulo Maracajá Pereira e Guilherme Bellintani.
Osório Villas-Boas: o construtor da identidade vencedora
Osório Villas-Boas representa a essência do Bahia. Ex-jogador, dirigente e presidente, dedicou grande parte da sua vida ao clube. Sua maior realização foi liderar o Tricolor na conquista da Taça Brasil de 1959, o primeiro título nacional da história do Bahia, derrotando o Santos de Pelé.
Além das conquistas dentro de campo, Osório ajudou a consolidar a identidade do clube, fortalecendo sua estrutura administrativa em uma época em que o futebol brasileiro ainda dava seus primeiros passos rumo ao profissionalismo. Seu legado é tão importante que o antigo Centro de Treinamento do Bahia recebeu seu nome, eternizando sua contribuição para as futuras gerações.
Paulo Maracajá: o presidente das conquistas
Se Osório ajudou a construir a identidade do Bahia, Paulo Maracajá foi responsável por uma das fases mais vitoriosas da história do clube. Presidente entre 1979 e 1994, comandou o Tricolor durante a conquista do Campeonato Brasileiro de 1988, o segundo título nacional do Bahia.
Sua gestão também acumulou diversos Campeonatos Baianos e consolidou o Bahia como uma das principais forças do futebol nordestino. Maracajá possuía grande habilidade política e administrativa, garantindo estabilidade esportiva durante muitos anos. Embora existam debates sobre questões estruturais deixadas para o futuro, sua passagem é lembrada principalmente pelos títulos e pela força competitiva que o Bahia apresentou naquele período.
Guilherme Bellintani: o presidente da transformação
Enquanto Osório simboliza a fundação da grandeza e Maracajá representa o ciclo das conquistas, Guilherme Bellintani ficará marcado como o dirigente que conduziu a maior transformação administrativa da história recente do clube.
Após a aprovação da Lei da SAF em 2021, Bellintani identificou a necessidade de buscar um parceiro estratégico para garantir a competitividade do Bahia no futebol moderno. Em vez de esperar investidores, iniciou uma busca planejada que culminou na chegada do Grupo City.
Durante cerca de um ano de negociações, apresentou ao mercado um Bahia financeiramente organizado, transparente e com enorme potencial de crescimento. O resultado foi a venda de 90% da SAF ao Grupo City, aprovada pelos sócios em dezembro de 2022.
A operação colocou o Bahia em uma rede global de clubes, abriu caminho para investimentos em infraestrutura, tecnologia, desenvolvimento das divisões de base e profissionalização da gestão esportiva. O novo Centro de Treinamento, os investimentos nos Pivetes de Aço e a modernização do futebol são frutos desse processo iniciado durante sua administração.
Diferentes épocas, o mesmo objetivo
Osório Villas-Boas, Paulo Maracajá e Guilherme Bellintani representam três momentos distintos da história tricolor. Osório foi o pioneiro que colocou o Bahia entre os grandes do Brasil. Maracajá consolidou o clube como campeão nacional e potência regional. Bellintani conduziu a transformação que inseriu o Bahia em um projeto internacional de futebol.
Cada um deixou sua marca em contextos diferentes, mas todos contribuíram para fortalecer o Esporte Clube Bahia e escrever capítulos fundamentais da trajetória do Esquadrão de Aço. Hoje, o Bahia vive uma nova fase sem esquecer aqueles que ajudaram a construir sua história ao longo das décadas.



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