Guto Guardiola x Rogério Ceni: qual Bahia joga melhor em casa?
Com um elenco tecnicamente mais limitado, Guto Ferreira montou um Bahia muito intenso na Arena Fonte Nova. A equipe pressionava a saída de bola do adversário, acelerava as transições, jogava de forma vertical e buscava finalizar rapidamente. A intensidade sem bola e a agressividade ofensiva eram marcas daquele time, que frequentemente empurrava os adversários para o campo de defesa.
Já Rogério Ceni tem uma proposta diferente. O treinador prioriza o controle da posse de bola, a circulação de passes e a construção das jogadas desde a defesa. O próprio Ceni afirma que busca um time "formado para ter a bola", inspirado em um modelo de maior controle do jogo.
A principal crítica de parte da torcida é que, especialmente na Fonte Nova, esse domínio da posse nem sempre se transforma em pressão constante sobre o adversário. Em alguns jogos, o Bahia troca muitos passes, mas acelera pouco, cria menos situações de sufoco e permite que o rival se organize defensivamente.
Se compararmos os dois estilos:
Guto Ferreira: pressão alta, intensidade, transições rápidas, objetividade e finalizações constantes.
Rogério Ceni: posse de bola, construção desde a defesa, controle do ritmo e tentativa de encontrar espaços com paciência.
É justamente por isso que muitos torcedores fazem a seguinte observação: o Bahia atual possui um elenco mais qualificado do que o de Guto Ferreira, mas nem sempre transmite a mesma sensação de imposição dentro da Fonte Nova. Essa é uma avaliação subjetiva, mas recorrente entre os torcedores.




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